Grávida transferida de Elvas perde bebé em Portalegre
"Uma jovem de 21 anos, grávida de 24 semanas, perdeu o bebé na madrugada de terça-feira, no Hospital de Portalegre, horas após ter sido transferida das urgências de Elvas, cuja sala de partos foi encerrada na segunda-feira, refere a imprensa desta quarta-feira."
Lendo a notícia chegamos à triste conclusão que a perda não se deveu à distância entre a casa da jovem e o hospital de Portalegre. Até porque ela deu entrada nas urgências do hospital de Elvas às 17:47 horas de segunda-feira e veio a perder o feto às 00:20 de terça-feira (tempo mais que suficiente para efectuar a transferência).
Entristece-me este jornalismo sensacional. Esta necessidade de querer justificar que o encerramento de uma maternidade será necessariamente mau.
Acredito que não é fácil fazer 50 kms de ambulância por estradas sinuosas em trabalho de parto mas, por favor, ilustrem essa dificuldade com exemplos concretos, não com a desgraça alheia!

4 Comments:
Com 24 semanas, era difícil que estivesse já em trabalho de parto.
Este é definitivamente um caso em que o que está em causa é a decisão da transferência e não o encerramento da sala de partos.
É necessário não baralhar as coisas.
No fundo, vai tudo ter à mesma questão. Como disse e muito bem o director dessa maternidade que fechou, se não há salas de partos também não há consultas de urgências e fecha-se tudo.
Se em portalegre tivessem todas as condições para tratar a grávida, evitando assim a transferência, a história também podia ter sido diferente. E esse também era um dos argumentos utilizados: melhorar as condições das maternidades em vez de encerrá-las.
Mas enfim, casos destes vão existir sempre. Quem nos garante que poderia ser feita alguma coisa?
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